Graças à excelente e consistente obra Os Mexia, Linhas genealógicas de Campo Maior e outros com eles aparentados, de Luís Soveral Varella, pude finalmente recuar entroncando um casal de meus 9.ºs avós que eram até agora um angustiante fim-de-linha para mim: refiro-me a Manuel Dias Borralho e Maria Mexia (encontram-se a páginas 69 do referido livro).
Portanto, logo que possa, esperando ser muito em breve, virei aqui publicar esta linha ascendente de 11 gerações mais as 8 anteriores que agora fiquei a conhecer.
Estas são as sinergias genealógicas que aprecio.
Vamos então começar esta tarefa, vertendo primeiro aqui o «esqueleto» e vindo depois cá, a pouco e pouco, biografar, tão desenvolvidamente quanto for possível, os meus directos antepassados que se seguem. Nas primeiras 8 gerações, limitar-me-ei a pouco mais do que a transcrever, com a devida vénia, os dados constantes no rigoroso e exaustivo, acima referido, livro. Nas 11 seguintes, irei vertendo o fruto das minhas investigações sobre este meu ramo de ascendência:
I -- GONÇALO VAZ MEXIA, nasceu cerca de 1390, fidalgo de solar, e que à lei da nobreza viveu sempre como fidalgo, foi na ida de Tânger com os Infantes D. Henrique e D. Fernando, etc., documentado através das cartas de brasão de armas dos seus bisnetos Lopo Mexia (em 1507), e António e Lopo Mexia (em 1551), e da inscrição tumular na sepultura do seu bisneto Afonso Mexia (em 1557).
[Meu 17.º avô].
Casou com N.
Tiveram, pelo menos, 3 filhos, entre os quais o meu antepassado:
II -- LOPO VAZ MEXIA, nasceu cerca de 1420, esteva na tomada de Alcácer-Ceguer aos 24.10.1458, devidamente identificado nas cartas de brasão de armas de seus netos, Lopo Mexia (de 1507), e António e Lopo Mexia (de 1551).
Casou com N.
Tiveram, pelo menos, 5 filhos, entre os quais o meu antepassado:
III -- MARTIM GOMES MEXIA, nasceu cerca de 1450, morreu em Junho de 1538, sendo sepultado na igreja matriz de Campo Maior numa capela que aí mandou fazer em Santa Clara, serviu nas guerras de Castela, como consta na carta de brasão de armas (de 1507) do seu filho Lopo Mexia, encontra-se documentado no epitáfio da sepultura do seu filho Afonso Mexia.
Casou com Catarina Afonso, nascida cerca de 1475, filha de Afonso Vicente do Campo, nascido cerca de 1400/1405, vassalo régio, tabelião do cível e crime de Campo Maior e seu termo, e escrivão das sisas régias na mesma vila, e de sua mulher Catarina Lopes, nascida cerca de 1413.
Tiveram, pelo menos, 5 filhos, entre os quais a minha antepassada:
IV -- MARIA MEXIA, nasceu cerca de 1490, viveu em Campo Maior.
Casou (2.º casamento dele) com o seu parente Pedro Afonso Vicente do Campo o velho, nascido cerca de 1485, filho de Filipe Afonso Vicente do Campo, nascido cerca de 1460, e de sua mulher Ana Vaz.
Tiveram, pelo menos, 2 filhas e 1 filho (?), entre as quais a minha antepassada:
V -- MARIA AFONSO VICENTE, nasceu cerca de 1520 e ainda era viva em 1572.
Casou com Pedro Vaz de Mendonça o amo ou Pedro Vaz Mexia de Mendonça o amo, filho de Tristão Vaz ou Tristão Vaz de Mendonça, que nasceu cerca de 1485 e viveu em Campo Maior, e de sua mulher Maria Fernandes Mexia
Tiveram, pelo menos, 9 filhos, entre os quais a minha antepassada Maria Fernandes Mexia (a qual recebeu o nome da sua avó paterna e é mãe de Aires Rodrigues Mexia abaixo indicado em VII) e o meu seguinte antepassado:
VI -- FILIPE VAZ [DE MENDONÇA], nasceu cerca de 1550.
Casou em Campo Maior, Nossa Senhora da Expectação, aos 09.05.1574, com Beatriz Fernandes, filha Afonso Rodrigues e sua mulher Leonor Rodrigues.
Tiveram, pelo menos, 3 filhos, entre os quais a minha antepassada:
VII -- MARIA MEXIA, nasceu em Campo Maior, Nossa Senhora da Expectação, aí baptizada aos 02.02.1580.
Casou com seu primo co-irmão Aires Rodrigues Mexia ou Aires Rodrigues de Mendonça, nascido em Campo Maior, Nossa Senhora da Expectação, cerca de 1585, morreu em Campo Maior, Nossa Senhora da Expectação, aos 07.10.1652, matriculado em cânones na Universidade de Coimbra aos 08.04.1646, licenciado em Direito, juiz de fora da vila de Fronteira e da cidade de Portalegre, etc, filho de João Rosado, nascido cerca de 1560, escrivão da câmara de Campo Maior, e de sua mulher Maria Fernandes Mexia (a qual recebeu o nome da sua avó paterna e está acima indicada em V), nascida em Campo Maior cerca de 1560 e aí morreu de acidente aos 27.11.1615 sendo sepultada na Igreja de Nossa Senhora da Expectação de Campo Maior em capela própria.
Tiveram, pelo menos, 9 filhos, entre os quais a minha antepassada:
VIII -- CATARINA DE MENDONÇA ou CATARINA MEXIA DE MENDONÇA, nasceu em Campo Maior, Nossa Senhora da Expectação, e aí baptizada aos 29.01.1628.
Casou antes de 1651 (não se encontrando o seu assento) com Manuel Belo de Ludeu, nascido em Portalegre, Sé, meirinho do geral e do eclesiástico da cidade de Portalegre, dos principais desta cidade, que serviu nas res pública, capitão da ordenança da cidade de Portalegre, etc.
Tiveram, pelo menos, 6 filhos, entre os quais a minha antepassada:
IX -- MARIA MEXIA, nasceu em Portalegre, Sé, e aí baptizada aos 17.01.1660.
Casou em Portalegre, Campo Maior, aos 06.02.1681, com Manuel Dias Borralho, nascido em Elvas, Barbacena, cerca de 1659, morreu aí aos 19.09.1742, filho de Manuel Fernandes Borralho e de sua mulher Inês Álvares.
Tiveram, pelo menos, 10 filhos, entre os quais o meu antepassado:
X -- MANUEL PINHEIRO, baptizado em Elvas, Barbacena, aos 30.09.1691.
Casou, segunda vez, em Elvas, Barbacena, aos 20.12.1717, com Isabel Lopes, nascida em Elvas, Barbacena, em 1691, filha de Pedro Lourenço Bucho, n. Elvas, Barbacena, e de sua mulher Catarina Maria Mendes Valente, n. Elvas, Barbacena.
Tiveram, pelo menos, 4 filhos, entre os quais o meu antepassado:
XI -- FILIPE PINHEIRO VALENTE, nasceu em Elvas, Barbacena, aos 11.12.1727.
Casou com Catarina Maria do Rey de La Reyna, nascida em Badajoz, Albuquerque, filha de Manuel do Rey de La Reyna e Nobbles, n. Badajoz, Albuquerque, e de Isabel Carmén Tristán Martines y Borrega, n. Badajoz Albuquerque.
Tiveram, pelo menos, 5 filhos, entre os quais a minha antepassada:
XII .-- ISABEL MARIA DO REY DE LA REYNA PINHEIRO, nasceu em Badajoz, Albuquerque, em 1747.
Casou com Luís José Rodrigues Gonçalves, nascido em Elvas, Vila Fernando, aí baptizado aos 11.02.1744, filho de Domingos Gonçalves, nascido em Elvas, Barbacena, lavrador e proprietário das herdades de São Romão e Fonte dos Sapateiros, e de sua segunda mulher Inês do Carmo Rodrigues Correia, nascida em Elvas, Vila Boim.
Tiveram, pelo menos, 6 filhos, entre os quais a minha antepassada:
XIII -- CATARINA ROSA, nasceu em Elvas, Vila Fernando, aos 23.12.1781, aí baptizada aos 02.01.1782.
Casou com José Caetano Bagorro, nascido em Elvas, Vila Boim, aos 02.02.1781, aí baptizado aos 10.02.1781, filho de Manuel Mendes Bagorro, nascido em Elvas, Vila Boim, 14.06.1741, morre em Elvas, Terrugem aos 05.06.1819, juiz, tabelião do cartório notarial e professor régio de primeiras letras de Vila Boim, lavrador da herdade da Atalaia, foreiro da Casa de Bragança, e de sua mulher Francisca Caetana, nascida em Estremoz, Santiago, aos 12.07.1739.
Tiveram, pelo menos, 2 filhos, entre os quais o meu antepassado:
XIV -- JOÃO MANUEL BAGORRO, nasceu em Elvas, Alcáçova, aos 25.01.1817, aí baptizado aos 03.02.1817, morreu em Sousel, Sousel, aos 29.08. 1879, lavrador e proprietário.
Casou em Sousel, Sousel, aos 27.09.1835, com Ana Bárbara, nascida em Sousel, Sousel, aos 03.11.1817, aí baptizada aos 12.11.1817, filha de Joaquim Gonçalves Carujo, nascido em Sousel, Sousel, e aí baptizado aos 03.08.1784, foreiro enfiteuta de um terreno do convento de Santo António em Sousel, e de sua segunda mulher Maria Angélica Cardoso, n. Sousel, Sousel, bp. 09.10.1787, m. 1820.
Tiveram, pelo menos, 3 filhos, entre os quais a minha antepassada:
XV -- MARIANA CELESTINA, nasceu em Sousel, Sousel, aos 10.12.1841, aí morreu aos 08.09.1911, proprietária.
Casou em Sousel, Sousel, aos 20.01.1862, com António Firmino, n. Sousel, Sousel, 15.02.1834, m. Sousel, Sousel, 28.08.1908, proprietário, filho de Firmino José Silveiro Reixa, n. Sousel, Sousel, 31.05.1794, m. Sousel, Sousel, 31.10.1861, e de sua mulher Josefa Helena Álvares Catrunfo, n. Sousel, Sousel, bp. 19.07.1789, m. Sousel, Sousel, 10.12.1854.
Tiveram, pelo menos, 10 filhos, entre os quais as minhas duas bisavós paternas, Ana Josefa Firmino (a) e Catarina Rosa Firmino (b), que seguem:
XVI (a) -- ANA JOSEFA FIRMINO, nasceu em Sousel, Sousel, aos 22.10.1864, morreu em Sousel, Sousel, aos 12.08.1953, proprietária.
Casou em Sousel, Sousel, aos 21.12.1885, com João Augusto Marchante, nascido em Sousel, Sousel, aos 09.04.1860, morreu em Sousel, Sousel, depois de 1922, lavrador e proprietário da herdade das Preguiças e da horta do Marchante, filho de António Filipe Marchante, nascido em Sousel, Sousel, aos 11.01.1828, morreu em Sousel, Sousel, aos 30.06.1903, e de sua mulher Ludovina Rosa Silveiro Carapeta, nascida em Sousel, Sousel, aos 21.10.1827, morreu em Sousel, Sousel, aos 05.10.1907.
Tiveram, pelo menos, 7 filhos, entre os quis o meu avô João Augusto Firmino Marchante, que segue.
XVI (b) -- CATARINA ROSA FIRMINO, nasceu em Sousel, Sousel, 01.03.1872, morreu Monforte, Vaiamonte, 09.11.1941, proprietária.
Casou em Monforte, Vaiamonte, aos 02.04.1900, com Mariano Moreira da Costa Pinto, n. Sousel, São João Baptista da Ribeira, Herdade da Revenduda, aos 31.10.1868, m. Monforte, Vaiamonte, Herdade da Torre de Palma, aos 26.04.1930, lavrador, proprietário das herdades de Samarruda, Nora, Courelas de Vale Verde, Giz, Picão, Pintas, Palhinha, Asseca, Relvacho, Matança, Esquerdos, Vale dos Homens, Tapadão de Alter, Sernila e Torrados, rendeiro da herdade da Torre de Palma, presidente da comissão administrativa do município de Monforte, presidente da junta de paróquia de Vaiamonte, juiz de paz de Vaiamonte, etc, filho de Joaquim Pereira da Costa Pinto, nascido em Fronteira, Fronteira, aos 29.11.1835, morreu em Sousel, Sousel, aos 05.11.1891, lavrador, proprietário da herdade da Revenduda, e de sua mulher Leonor do Carmo Moreira, nascida em Sousel, Sousel, aos 26.02.1835, morreu em Sousel, Sousel, aos 31.08.1892, proprietária.
Tiveram, pelo menos, 7 filhos, entre os quais a minha avó Maria Luísa Firmino Costa Pinto, que segue.
XVII -- JOÃO AUGUSTO FIRMINO MARCHANTE, nasceu em Sousel, Sousel, aos 12.03.1897, morreu em Lisboa, Santa Isabel, aos 20.05.1988, médico, lavrador e político, licenciado em Medicina pela Universidade de Lisboa (1926), proprietário da herdade da Serra e Serrinha, vice-presidente (1928-1940) e presidente (1940-1947) da câmara municipal de Sousel, governador civil do distrito de Portalegre (1947-1951), presidente da Junta Nacional dos Produtos Pecuários (1951-1959[?]), deputado à Assembleia Nacional (1957-1961), vogal da Junta de Província do Alto Alentejo (1961-...), presidente do conselho de administração dos Nitratos de Portugal (...-...), etc., recebeu louvores como médico da Guarda Nacional Republicana, publicou artigos nos anais da Sociedade de Geografia de Lisboa e nos boletins do Centro Académico da Democracia Cristã e da União Nacional.
Casou em Monforte, Vaiamonte, aos 12.03.1897, com sua prima co-irmã por via materna de ambos Maria Luísa Firmino Costa Pinto, nascida em Monforte, Vaiamonte, Herdade da Torre de Palma, aos 15.06.1907, morreu em Lisboa, Santa Isabel, aos 22.12.1991, proprietária das herdades de Giz e Picão por herança de seu pai, fotógrafa amadora.
[Continua...]
Última actualização, com reedição revista, corrigida e aumentada: 28.03.2026 -- 13:00.